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  • 12 de setembro de 2025
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    Incêndios florestais na Europa: o caso espanhol

    Incêndios florestais na Europa: o caso espanhol

    PALAVRAS-CHAVE Emergência Climática, Espanha, Europa, Incêndios Florestais, Política Agrícola Comum

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    Eduardo Moyano Estrada

    Sociólogo e Doutor em Agronomia. Professor de Investigação (Catedrático) Aposentado do Consejo Superior de Investigaciones Científicas (Espanha).


    As florestas espanholas arderam no mês de agosto. Em duas semanas, a área queimada ultrapassou 400 mil hectares – número que, provavelmente, continuará crescendo nos próximos dias, alcançando níveis jamais registrados no país.

    É estarrecedor ver campos e casas consumidos pelas chamas, e doloroso testemunhar a raiva e a impotência dos moradores diante de um drama sem precedentes, que já tirou a vida de quatro pessoas.

    Nem a UME (Unidade Militar de Emergências), nem as brigadas do MITECO (Ministério para a Transição Ecológica e o Desafio Demográfico), tampouco os serviços de combate das Comunidades Autônomas conseguem conter o avanço incontrolável do fogo. Isso apesar do esforço incansável, da dedicação sem limites e até mesmo do apoio de outros países da União Europeia.

    Trata-se de um fenômeno natural de força inédita, com incêndios que se retroalimentam e atingem alturas inimagináveis, distinguindo o que especialistas rotulam como “incêndios de sexta geração”.

    Vários especialistas já se manifestaram sobre o tema, com diagnósticos consistentes e, logo, com sugestões de medidas para evitar que tragédias desta magnitude se repitam.

    A seguir, destacam-se algumas destas propostas, fundamentadas em critérios científicos, em contraposição a análises que, ao atribuírem a culpa à Política Agrícola Comum (PAC) ou à Agenda 2030 sem base técnica, situam-se mais no campo da ideologia do que no da ciência.

    Algumas propostas e sua viabilidade

    Aponta-se, com frequência, o prolongado período de calor extremo, ventos fortes e baixa umidade (fenômenos associados ao aquecimento global). No entanto, tais fatores não são a causa direta dos incêndios, mas sim elementos que intensificam sua força e ampliam sua capacidade de propagação, uma vez deflagrados.

    Assim sendo, os especialistas alertam contra explicações simplistas: não basta reduzir as emissões de gases de efeito estufa para que os incêndios deixem de ocorrer. O problema é mais complexo e está relacionado, sobretudo, à deficiente gestão florestal.

    Entre as medidas propostas, destaca-se a utilização de todos os recursos disponíveis (hidroaviões, caminhões-pipa, tratores de esteira, escavadeiras, motosserras, etc.) aliados às novas tecnologias de detecção e monitoramento (como, por exemplo, drones, GPS e sistemas remotos). Ainda assim, o eixo central deve ser a prevenção, ou seja, o controle dos fatores que favorecem a propagação do fogo e que podem ser mitigados pela ação humana e por políticas públicas adequadas.

    Uma das prioridades é conter o despovoamento rural. O abandono de vastas áreas, com consequente acúmulo de biomassa, favorece a propagação das chamas. Além do mais, se defende a participação ativa das comunidades locais na gestão dos espaços florestais, recuperando práticas tradicionais de convivência com o natureza, e incentivando o uso da biomassa como fonte de energia doméstica.

    Outra proposta é reativar a pecuária extensiva e o pastoreio, considerados procedimentos eficazes para reduzir a carga de material combustível acumulada nos bosques. Defende-se, ainda, um tratamento mais favorável a tal atividade nos programas de apoio da PAC e a adoção de uma visão integrada que reconheça os espaços agrícolas e florestais como partes de um mesmo ecossistema agroflorestal. Neste sentido, propõe-se a criação de mosaicos, nos quais áreas de vegetação vertical (arborizada) se intercalem com áreas de vegetação horizontal (cultivos agrícolas), dificultando a propagação do fogo.

    Além disso, recomendam-se incentivos fiscais à silvicultura, de modo que as florestas deixem de ser vistas só como patrimônio ecológico e passem também a ser valorizadas por seu potencial produtivo e comercial (madeira, resina, entre outros produtos).

    Embora sensatas, tais medidas enfrentam diversos entraves: sua implementação é lenta, exigindo mudanças de hábitos e comportamentos, e a revisão de marcos normativos que estão inspirados em lógicas de proteção e conservação.

    Não é fácil, por exemplo, repovoar as zonas rurais da chamada “Espanha vazia”, quando o êxodo das populações mais jovens para as áreas urbanas mostra-se, de forma evidente, irreversível – e não somente por razões econômicas que, de fato têm grande peso, mas também por motivos culturais, em um modelo de desenvolvimento fundamentado no uso e consumo de bens e serviços que se concentram nas cidades.

    Quanto à população que ainda permanece nas áreas rurais, é evidente que está cada vez mais envelhecida, o que dificulta a sua participação nas tarefas essenciais de gestão e conservação dos espaços florestais.

    Ainda, parte dos novos habitantes que se fixam nestas regiões vem de centros urbanos e, por isso, está pouco familiarizada com as práticas tradicionais de manejo e convivência com o ambiente florestal circundante.

    Isso não significa, porém, associar a chamada “Espanha vazia” ao abandono e conformar-se com essa realidade, pois o cuidado das florestas pode ser garantido por meio de planos de gestão que independem da participação direta de populações locais.

    Tampouco é tarefa simples reorganizar um território rural tão fragmentado como o atual, em que a urbanização ocorreu de maneira caótica e sem qualquer planejamento prévio de ordenamento. Muitas destas áreas já se tornaram territórios perdidos e irrecuperáveis para uma futura reordenação, restando só a preparação de planos de evacuação para situações de emergência.

    No que se refere ao incentivo à pecuária extensiva e ao pastoreio – atividades cada vez menos rentáveis e, por isso, em declínio – seria necessário contar com criadores que, hoje, praticamente não existem ou, alternativamente, recorrer a novas tecnologias de controle do gado no campo. Contudo, em muitos territórios, o acesso a tais tecnologias ainda é limitado devido às deficiências da rede elétrica e de telecomunicações.

    Já a proposta, bastante conexa, de introduzir novas variedades florestais mais adaptadas às atuais condições de mudança climática exige investimentos em programas de pesquisa, cujos resultados só se tornam concretos no longo prazo.

    Entretanto, todas essas iniciativas terão impacto limitado se não forem acompanhadas por planos consistentes de gestão florestal, uma tarefa especialmente desafiadora em um país como a Espanha, em que 70% da superfície florestal pertence a proprietários privados. Isto exige modelos de governança público-privada, ainda pouco difundidos, devido à constante desconfiança mútua entre a administração pública e o setor privado.

    Acrescenta-se ainda, como notam os especialistas, a necessidade de corrigir as evidentes falhas de coordenação entre o Governo Nacional, as Comunidades Autônomas e as várias representações locais – como Ayuntamientos, Diputaciones Provinciales, Cabildos e Consejos Insulares, Comarcas, entre outros – um desafio difícil de superar em um cenário tão polarizado e marcado pela escassa cooperação política multinível que caracteriza o país neste momento.

    Neste contexto, em que muitas das propostas apresentadas, embora necessárias, apenas produzem efeitos no médio e longo prazo, é preciso reconhecer a realidade: os incêndios florestais voltarão no próximo verão e terão a mesma virulência registrada agora, se não forem enfrentados com medidas imediatas e urgentes.

    A profissionalização dos serviços de prevenção e combate

    Uma dessas medidas, a meu ver, a mais urgente, refere-se à necessária profissionalização do setor responsável pela prevenção e pelo combate aos incêndios.

    Atualmente, como denunciam os sindicatos, o setor de bombeiros florestais trabalha em condições muito precárias, não apenas no que se refere à temporariedade dos contratos (em geral de maio a setembro), mas também quanto à baixa remuneração recebida pelos trabalhadores e ao limitado nível de qualificação exigido (inferior às rigorosas exigências impostas aos bombeiros urbanos).

    A situação varia muito entre as Comunidades Autônomas, já que as competências nesta temática estão descentralizadas. Em alguns casos, os trabalhadores são registrados nas empresas públicas da própria Comunidade (como na Andalucía, em que, desde 2023, os profissionais do plano de Servicio de Extinción de Incendios Forestales de Andalucía – INFOCA – passaram a integrar a Empresa de Emergências da Andalucía). Em outros, são contratados por empresas públicas da administração central (por exemplo, TRAGSA), ou ainda prestam o serviço de forma terceirizada por meio de empresas privadas.

    A conhecida expressão de que “os incêndios florestais se apagam no inverno” – ainda que seja no verão que muitos deles sejam controlados, graças à eficiência dos serviços de detecção – adquire pleno sentido quando há um corpo profissionalizado de bombeiros florestais. Contratados ao longo de todo o ano, tais profissionais estariam preparados não somente para o combate direto às chamas, mas igualmente para desempenhar tarefas preventivas, como limpeza, desbaste, corte de árvores, construção de aceiros e detecção precoce, ações fundamentais para evitar incêndios ou, ao menos, reduzir seus impactos.

    Neste cenário, é igualmente fundamental a coordenação entre o corpo de bombeiros florestais e os “agentes do meio ambiente” (ou análogos), que em muitas Comunidades Autônomas desempenham funções de vigilância nas áreas rurais, garantindo assim, a preservação dos espaços naturais.

    Também é essencial a integração com o Servicio de Protección de la Naturaleza (SEPRONA) da Guarda Civil, e com os serviços de proteção civil dos ayuntamientos e diputaciones, em um esforço conjunto para enfrentar um dos maiores desafios ambientais do nosso tempo.

    Reflexões finais

    O desafio que os incêndios florestais colocam aos espanhóis é de magnitude formidável, além de complexo e oneroso. No entanto, deve ser enfrentado como uma política de Estado, entendendo-se por Estado não apenas a administração central, mas também as Comunidades Autônomas e as representações locais.

    Diante disso, faz sentido propor pactos de Estado, não sobre questões genéricas, que soam bem, porém são difíceis de levar à prática, e sim sobre temas concretos, prontamente identificáveis e capazes de gerar consenso social e político.

    Um dos pactos seria pela “gestão sustentável das florestas”, cuja carência é reconhecida por todos como uma das principais causas da expansão e da elevada virulência dos incêndios florestais.

    Trata-se de um tema bem delimitado, cujo diagnóstico convergem muitas das propostas dos especialistas, além de ser uma demanda antiga das associações de silvicultores (veja, neste sentido, a Carta de Valladolid de 2022) e de grande parte das associações agrárias e ambientalistas. Por isso, não seria difícil encontrar pontos de consenso.

    Tal pacto deveria abranger não apenas o aproveitamento e a conservação das florestas (considerando critérios tanto econômicos quanto ecológicos), mas também tudo o que se refere às atividades de prevenção e combate aos incêndios florestais, incluindo também a necessidade de contar com profissionais qualificados, bem remunerados e em condições de estabilidade laboral.

    É um pacto que implica, sem dúvida, custos econômicos significativos, mas cujo preço é menor do que enfrentar, a cada verão, ondas de incêndios florestais sem as ferramentas adequadas de gestão.

    Este texto foi originalmente publicado na Plataforma Tierra.
    Traduzido por Filipe Prado Macedo da Silva.

    Este texto está sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional. É permitida
    a reprodução total ou parcial do conteúdo sempre que a fonte original for citada.


    Insights nº 16 | Artigo em PDF

  • 10 de setembro de 2025
    Redes Sociais

    Publicação no IRICE

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  • 8 de setembro de 2025
    Redes Sociais

    Publicação no Nexo Jornal

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  • 6 de setembro de 2025
    Redes Sociais

    Publicação no O Globo

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  • 5 de setembro de 2025
    Insights
    Como a guerra tarifária de Trump pode fortalecer o Acordo União Europeia-Mercosul

    Como a guerra tarifária de Trump pode fortalecer o Acordo União Europeia-Mercosul

    PALAVRAS-CHAVE Acordo UE-Mercosul, Cooperação, Guerra Tarifária, Teoria dos Jogos, Trump

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    Filipe Prado Macedo da Silva

    Professor e Pesquisador do Instituto de Economia e Relações Internacionais (IERI) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Analista Internacional de Europa e União Europeia. Líder do “Conexão Bruxelas | Grupo de Estudo sobre Europa e União Europeia”. E-mail institucional: filipe.prado@ufu.br


    Geralmente, as guerras comerciais entre países não ficam limitadas somente aos choques tarifários imediatos. Na realidade, as relações econômicas internacionais estão permeadas por tensões geopolíticas, reciprocidades legais assimétricas e estratégias de barganha que podem ser explicadas pela chamada Teoria dos Jogos.

    A recente guerra tarifária desencadeada por Donald Trump – em 2 de abril, no que ele chamou de “Dia da Libertação” – colocou uma tarifa global mínima, com impacto sobre todos os parceiros estrangeiros, de 10%. Naquele momento, Trump mostrou uma tabela de tarifas recíprocas impondo à União Europeia (UE) uma tarifa de 20% e, paralelamente, ao Brasil uma tarifa mínima de 10%. Mas, isto mudou meses depois.

    Em julho, a UE teve que aceitar um acordo desequilibrado com os EUA, que fixaram uma tarifa máxima e abrangente de 15% sobre as exportações europeias (uma redução de 5%) e, ao mesmo tempo, garantiram tarifa zero para um amplo conjunto de produtos norte-americanos vendidos na UE. Além do mais, a UE foi pressionada a comprometer-se com investimentos nos EUA (US$ 600 bilhões) e a aquisição de bens energéticos e materiais de defesa de empresas norte-americanas pelos próximos três anos (US$ 750 bilhões).

    No mesmo mês, Trump ameaçou o Brasil e, em seguida, assinou um decreto impondo aos produtos brasileiros uma tarifa de 50% (adicionando 40% ao divulgado em abril). Apesar de uma longa lista de exceções divulgada pela Casa Branca, a tarifa de 50% incidirá sobre 35,9% das exportações brasileiras para os EUA, afetando produtos simbólicos como, por exemplo: café, manga e goiaba (frutas), carne, açúcar, chocolate e peças automotivas.

    Neste cenário, quais interações estratégias internacionais a UE e o Brasil (via Mercosul) podem adotar para mitigar o tarifaço de Trump? O fato é que uma janela de oportunidade está aberta!

    O contexto em questão revela que os EUA decidiram empregar o “jogo do ultimato”, em que um jogador – os EUA – adota a estratégia dominante de aplicar tarifas unilaterais, forçando os demais – neste caso, a UE e o Brasil – a aceitar ou a rejeitar suas condições comerciais. Note que, neste cenário em que vivemos, o jogador EUA resolveu adotar uma estratégia protecionista (“traição” dos acordos), desconsiderando o “dilema do prisioneiro”, já que a cooperação produziria maiores benefícios para todos.

    A UE, diante deste movimento, percebeu que rejeitar as condições norte-americanas e, logo, retaliar com tarifas recíprocas colocariam em risco mais de € 800 bilhões (2024) em exportações de bens e serviços aos EUA. Embora os EUA sejam estatisticamente o maior destino das exportações da UE, sob a ótica geopolítica, tal dependência mostrou que a economia europeia está em uma posição vulnerável. É, por isso, que a UE se submeteu a um acordo desequilibrado com os EUA, confirmando a teoria econômica de que qualquer valor positivo é melhor do que nada (retaliando).

    No mesmo tabuleiro, o Brasil experimentou uma ameaça geopolítica dos EUA, quando Trump declarou apoio aos interesses da família Bolsonaro, criticando a justiça brasileira e o governo Lula. Assim, além da tarifa de 50%, os EUA passaram a aplicar sanções – como a suspensão de visto e a Lei Magnitsky – a autoridades do Executivo e do Judiciário brasileiro. Ao contrário da UE, o Brasil encontra-se economicamente menos exposto aos impasses norte-americanos. Isto porque apenas 12% do total das exportações brasileiras (US$ 40 bilhões) tem como destino os EUA. Logo, a retaliação econômica pode ser uma saída – já autorizada por Lula – para responder às sanções político-jurídicas dos EUA.

    A triangulação EUA–UE–Mercosul e o “jogo de barganha”

    A Teoria dos Jogos sugere que, quando um jogador (EUA) adota sistematicamente uma estratégia agressiva, os demais (UE e Brasil) podem convergir para uma cooperação entre si, com o propósito de contrabalançar o poder do desafiante (EUA). Robert Axelrod, em The Evolution of Cooperation (Basic Books, 1984, p. 20-21), mostra que a cooperação entre os prejudicados, em cenários de interações repetidas, tende a emergir como uma estratégia racional, em que os ganhos da cooperação são maiores do que os custos do isolamento.

    É, justamente neste ponto, que a UE (responsável pela política comercial comum dos 27 países-membros) e o Mercosul (responsável pela política comercial de seus signatários, sendo que o Brasil responde por mais de 70% da economia do bloco) precisam acelerar a ratificação e a implementação do Acordo UE-Mercosul assinado em dezembro de 2024. Tal movimento estratégico pode ser visto como um “jogo de barganha”.

    Enquanto os EUA buscam maximizar ganhos com tarifas unilaterais, a UE e o Brasil (via Mercosul) percebem que, diante de um rival comum, o Acordo UE–Mercosul deixa de ser apenas um tratado comercial para se tornar uma resposta estratégica a um ambiente internacional mais hostil.

    Em outras palavras, isto significa redirecionar parte das exportações europeias e parte das exportações sul-americanas para um novo mercado transatlântico – com 750 milhões de consumidores – que ofereça maior previsibilidade política.

    No tabuleiro internacional, a lógica é simples: ao mesmo tempo em que a UE diminui sua vulnerabilidade frente aos EUA, o Mercosul amplia sua inserção internacional, reduzindo a vulnerabilidade política do seu maior jogador regional, o Brasil.

    Estudos estimam que o Acordo UE-Mercosul pode aumentar o comércio bilateral em até 70% e o comércio intrarregional latino-americano em até 38%. Desse modo, resultaria a possibilidade de consolidar um bloco econômico cujo PIB agregado se equipararia ao dos EUA.

    É com este objetivo que a Comissão Europeia acabou de propor – no dia 3 de setembro de 2025 – a assinatura e a adoção do Acordo UE-Mercosul, resultando na maior zona de livre comércio do mundo.

    O problema é que, nas relações internacionais, os jogos são dinâmicos, com movimentos estratégicos simultâneos, o que significa dizer que os EUA não ficarão parados diante de um “jogo de barganha” da UE e do Brasil (via Mercosul).

    Este texto foi originalmente publicado no The Conversation Brasil.

    Este texto está sob uma licença Creative Commons Atribuição-SemDerivações 4.0 Internacional. É permitida
    a reprodução total ou parcial do conteúdo sempre que a fonte original for citada.


    Insights nº 15 | Artigo em PDF

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